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Loures – O Dia em que Bernardino Soares estalou os dedos

Junho 20th, 2017 | by António Tavares
Loures – O Dia em que Bernardino Soares estalou os dedos
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Já foi tema de debate em Loures na Reunião de Câmara de Loures em 31 de Maio e na Assembleia Municipal de Loures em 14 de Junho.  Dois edifícios que os privados não quiseram comprar na cidade de Loures e que há anos estão em degradação com algumas frações ocupadas e com uma área para serviços que, segundo o executivo municipal, será de 3182m2 e uma área de habitação, que desconhecemos, de vários andares, é a proposta fraturante que o executivo liderado por Bernardino Soares tenta fazer aprovar e que PS e PSD por diversas razões se negaram sequer a apreciar na última assembleia municipal tendo como razão principal a falta de documentação para suportar as 2 folhas da proposta.

O principal argumento do executivo de Bernardino Soares para a compra destes imóveis é que tal permitiria a transferência dos serviços do Município atualmente dispersos e, com isso, haveria ganhos de produtividade e rentabilidade e, além do mais, o valor da compra dos edifícios  em causa, seria facilmente amortizado pelas rendas que estes serviços pagam anualmente, cerca de 500.000 euros. Aqui algumas contas, erradamente, apontavam para que bastariam 4 anos (4 x 500.000 = 2 Milhões) mas esqueceram-se das obras e, como não é sabido o custo das obras para preparar a área de serviços (3.182m2) para receber os departamentos municipais a transferir, é óbvio que 4 anos não chegarão e porventura nem 8 anos e como não há números e a estrutura de um edifício de serviços é para uma carga de 500 em vez de 300 na habitação com as consequentes obras de adaptação, chegamos a um ponto em que os 8 Milhões provavelmente nem serão razoáveis mas, como notou Nuno Botelho do PSD na reunião de Câmara o voto a favor resume-se à compra do edifico ou como disse Fernando Costa poderemos estar a criar um elefante branco… até porque para que serve um edifício degradado sem obras de recuperação e adaptação a serviços? Para fazer negócio revendendo aos privados como colocou Bernardino Soares, como hipótese limite?

O valor das imprescindíveis obras é variável e vai de 3 a 6 Milhões não havendo um valor pelo qual o executivo se queira responsabilizar até porque o mesmo executivo liderado por Bernardino Soares ainda não assumiu que serviços irão mudar-se para o novo espaço nem quando e, o único dado que foi transmitido nesta matéria é que o espaço ocupado atualmente pelos serviços do Município que pagam renda andará pelos 1800m2. Para Bernardino Soares a localização dos serviços não está decidida – há só um principio geral de realojamento dos serviços que estão dispersos em edifícios arrendados.

Do muito que está disponível nos 2 vídeos em anexo as seguintes notas:

“Deixo aqui bastantes reservas” – Fernando Costa, PSD

“Não tenho dúvidas nenhumas que edifícios feitos de raiz não ficariam muito mais caros” – Fernando Costa, PSD

“Uma grande nuvem de indefinição do que se vai passar no futuro” – Sónia Paixão, PS

“A massa insolvente foi notificada para fazer as obras? O Sr. Vereador Tiago Matias sabe perfeitamente o que tinha de ser feito quando não são feitas as obras” – Pedro Cabeça, PS

Notas Finais:  A ameaça de que na próxima Assembleia Municipal tem de haver uma decisão e a resposta de Vitor Santos do PSD de que se persistirem as dúvidas. mesmo com a entrega da documentação, não haverá decisão.

O “vicio” recorrente da CDU de tentar justificar as suas decisões com os erros no passado do PS. (Neste caso sobre uma proposta homologa do PS no passado, Ricardo Leão (na Reunião de Câmara) explica que o valor final andaria também à volta dos 8 Milhões)

Reunião de Câmara de 31 de Maio

Sessão da Assembleia Municipal de 14 de Junho

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