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POLITICAMENTE INCORRECTO …. EM 5 PONTOS – Oliveira Dias

Junho 4th, 2013 | by António Tavares

topo_oliveiradias-loures1.Homofobia versus Heterofobia …!

De vez em quando surgem no cenário nacional questões, apelidadas de “fraturantes” por não recolherem o consenso na sociedade.

A questão da diferenciação sexual tem assumido, nos últimos tempos, uma especial acuidade, face aos avanços dos direitos que as várias associações homossexuais vão conquistando, da qual a conquista do casamento entre pessoas do mesmo sexo assume capital protagonismo.

Politicamente o assunto, ou antes a adesão à causa, é classificada como “avanço civilizacional” e Portugal lá integra a short list dos países com este “avanço civilizacional”.

Nota-se que o cinema e a televisão começam a apresentar programas com histórias homossexuais, dando, assim uma imagem de normalidade, como se a mãe natureza estivesse, ela sim, equivocada na sua criação.

Tudo a bem do direito de opção de orientação sexual.

Os padrões  civilizacionais em que fomos enculturados podem, por vezes, não se compadecer com os interesses e opções pessoais de cada pessoa. Um deles entronca na célula familiar como núcleo da sociedade humana a partir da qual se estrutura o agregado populacional de seres humanos. Como ? pela multiplicação. E isso só é possível com casais heterossexuais.

Até se pode  experienciar o seguinte: considere-se 3 ilhas isoladas, numa uma população de casais homossexuais masculinos, na outra uma população com casais homossexuais femininos, e na última uma população de casais heterossexuais. Obviamente ao fim de uma geração as duas primeiras ilhas estarão desabitadas, por extinção natural, e só na última a espécie será assegurada.

O direito à diferença, no caso, de diferentes opções sexuais, não pode conduzir à exigência de direitos iguais entre homo e hétero, no que se refere à constituição da célula mater da sociedade, pois a natureza impede objectivamente que dali resulte iguais resultados – só os heterossexuais asseguram a multiplicação da espécie, e isso conduz-nos a um conjunto de valores padronizados onde não se encaixam os homo.

Isto nada tem a ver com direitos de cidadania, pois todos os têm, tem que ver com o fim a que se destina a família. Parece que ser heterossexual é meio caminho andado para a ostracização, pois parece ser esse o principal objectivo daqueles que arvoram certos objectivos como avanços civilizacionais … .

 

2. Co-Adopção e o interesse superior das crianças

Na co-adopção  invoca-se o superior interesse da criança, pois a esta interessará um lar, pouco importando quem nele cohabita.

Mais recentemente esta conquista, da co-adopção por casais homossexuais, e paulatinamente o já apodado lóbi gay, vai acumulando, numa saga sumativa, objectivos, e assim amealhar direitos que os tornam “iguais” aos heterossexuais.

A título de registo de interesses tenho para mim que todos os cidadãos terão os mesmos direitos independentemente da sua orientação sexual, excepto nas circunstâncias que derivam da própria natureza. Por exemplo de nada adianta a um homem revindicar o direito à amamentação, uma vez que a natureza se encarregou de atribuir essa função às mulheres.

E as crianças ? Toda a gente se esquece das crianças. Imagine-se o bullyng a que serão sujeitas aquelas crianças que, na escola, terão de explicar aos colegas que o papá e a mamã usam a mesma casa de banho dos centros comerciais, ou dito de outra maneira, que o papa e a mama usam pensos higiénicos. Porrada no puto qu’isto não é normal, dirão os petizes.

Uma criança que cresça num ambiente do género, em que os putativos pais são do mesmo sexo, até podem encarar como normal o seu ambiente familiar, mas que serão objecto de segregação, em ambiente escolar e até, mais tarde, em ambiente profissional, isso é tão certo como 2 mais 2 serem 4.

Já alguém imaginou os traumas que esta situação “CIVILIZACIONALMENTE AVANÇADA” pode provocar nas crianças afectadas ?  Não só o bullyng escolar, como também a descoberta à posteriori, que viveu uma mentira e que afinal o sexo oposto é que é bom.

Afinal onde pára o superior interesse da criança ? batatas, não conta.  O que parece contar é o interesse particular de uma minoria, que quer impor à maioria os seus pontos de vista, sem se importar minimamente com as implicações dos seus “avanços civilizacionais”.

 

3. Os Direitos dos Bissexuais !

Enquanto o lóbby Homossexual impõe aos Heterossexuais os seus interesses particulares, em função da respectiva orientação sexual, todos se esquecem de uma outra parte da população que nem se revê, exclusivamente, numa ou outra orientação, mas sim em ambas – são os bissexuais.

Ora acontece que os pressupostos fundacionais da luta dos primeiros pelos seus interesses particulares, podem ser invocados nos mesmos termos por este grupo cuja orientação sexual em plural.

Desta forma, e a bem da equidade, terá de, algum dia, ser aberta a possibilidade dos bissexuais poderem casar com um parceiro masculino e com outro feminino, pois é essa a sua orientação sexual.

Acresce que deverão também ter o direito de co-adoptar, com base nas mesmas condições dos homossexuais.

Não há volta a dar, se queremos ser coerentes.

Ora isto conduz-nos inexoravelmente ao casamento polígamo. Está-se mesmo a ver que obtido esse triunfo, pelos bissexuais, os heterossexuais irão também reclamar a possibilidade de poligamia, e até têm um argumento histórico de peso – a poligamia era uma prática ancestral na nossa sociedade, veja-se que o pai de D. Nuno Alvares Pereira foi progenitor de 42 petizes, quase todos os nossos Reis tiveram vários filhos fora do casamento, algo consentido pelas consortes e pela sociedade, incluso a igreja. Há registo de um membro da administração portuguesa de uma colónia em África que terá sido pai de mais de 200 filhos.

Estará a sociedade portuguesa preparada para isso ?

 

4. Autarquias de Relvas … Inconstitucionais !

Recentemente foi passado mais um  atestado de incompetência, por novamente um diplomazito de Relvas ter recebido o carimbo de inconstitucional, falamos do diploma que pretendida rever a estrutura de governança do poder local, e à mistura também lá tinha novas regras para áreas metropolitanas, etc.

Duas questões prévias importantes:

o governo para justificar certas opções de última hora, desculpa-se com os chumbos do Tribunal Constitucional, e os média embarcam nessa onda. Acontece que o Tribunal Constitucional não chumba coisa nenhuma, o que este Tribunal faz, é verificar se o legislador cometeu alguma violação à Lei fundamental ou não. Logo o ónus de um diploma não passar, no crivo dessa apreciação, nunca é do Tribunal mas sim do autor da proposta de Lei ou Projecto de Lei.

Caso contrário era como dizer que um criminoso era preso por causa do Juiz e não por causa do crime cometido. É imperioso que se desconstrua este bode expiatório.

já aqui expliquei, com pormenor, abstendo-me de o fazer novamente, que este governo demonstra grande incompetência em legislar. O Legislador, concretamente de onde vêm os Decretos-Leis, o governo portanto, trabalha conceitos, e/ou institutos jurídicos que desconhece, e isso é inaceitável.

O diploma em causa viola a Constituição da República Portuguesa, porque relvas e a sua equipa, não sabe o conceito de Autarquia, assim como não sabe os limites impostos pelo texto fundamental da Nação, não sabe a distinção entre descentralizar e desconcentrar, e concomitantemente, da delegação de poderes e da devolução de poderes.

Mas Relvas é um teimoso. Já  no governo de Santana Lopes, quando impôs o diploma que criava (forçava) as comunidades urbanas e as áreas metropolitanas, pouco se importou com as autarquias e com o modelo constitucional destas. O que importava era contornar a previsão constitucional das Regiões Administrativas, produzindo algo atípico muito ao género daquela rábula do Bocage, quando alguém armado em poeta lhe pediu ajuda para emendar um poema, concluindo o insigne Bocage que era pior a emenda que o soneto.

Esta deriva tem de parar. Algum dia o Poder Local haverá de ter, no governo, quem saiba da poda, genuinamente.

 

5. O Dilema de Seguro

O Partido Socialista vive uma situação bastante “sui Generis”. O seu Secretário Geral foi expressivamente reeleito para um mandato de 4 anos, algo que acontece pela primeira vez, pois nos anteriores estatutos os mandatos eram de apenas 2 anos.

Uma importante novidade saída desse congresso foi a anunciada predisposição de Seguro em, mesmo alcançando a maioria absoluta, abrir as portas a outros partidos para uma solução governativa tão alargada quanto possível.

As sondagens dão boas noticias a Seguro quanto a quem deverá ocupar a cadeira de São Bento, no próximo ciclo,  e o PSD todos os dias dão boas razões ao povo para que isso venha a acontecer.

Neste contexto, causou alguma perturbação a notícia do regresso de José Sócrates, pois temia-se que o ex-Secretário geral, retira-se espaço político vital a Seguro, pois a Sócrates todos lhe reconhecem mestria política, como pouquíssimos disso se podem gabar.

José Sócrates, no seu espaço de comentário politico semanal tem sido demolidor para o governo, sem por em causa o secretário geral do PS, pois consegue fazer a ponte entre os dislates do actual governo, por comparação com a sua própria governação, algo que a breve trecho terá de abandonar, para não dar a sensação que se repete.

A mestria com que estilhaça o argumentário do governo vê-se, por exemplo, na questão dos célebres contratos “swaps”. Depois do Ministro Gaspar colar este tipo de contratos aos governos de Sócrates, e da Secretária de Estado do Tesouro corroborar essa colagem, Sócrates explicou que, não só estão em causa gestores nomeados por outros governos (Santana Lopes e Durão Barroso), como, afirmou de forma lapidar, nem ele nem nenhum dos ministros dos seus governos alguma vez assinaram aquele tipo de contratos e que o mesmo a senhora Secretária de Estado não podia dizer, pois esta quando foi Responsável Financeira da REFER, assinou alguns contratos “swaps”. Brutal.

oliveira-diasPBMário Soares, a outro nível, tem sido o rosto de oposição feroz a este desgoverno, e como é daqueles “Senadores” que toda a gente ouve, cada vez que fala, as coisas tremem.

Cavaco Silva bem sabe de que é capaz Soares. Conta-se que quando no último mandato de Soares, Cavaco Silva então primeiro ministro, disse, e isso é público, que iria ajudar o Presidente Soares a acabar o seu mandato calmamente.

Diz quem sabe, que Mário Soares perante esta disponibilidade paternal, logo ali terá afirmado “vou arrumar este tipo”, e inventa as Presidências Abertas, através das quais mostrou ao País as misérias e as maleitas por que passavam as populações, para grande desespero de Cavaco.

O resultado, como se recordarão, foi Mário Soares ter tido o prazer pessoal de empossar como primeiro ministro o Engº. António Guterres, e este, talvez em reconhecimento, viria a convidar o Presidente da República para Presidir ao primeiro Conselho de ministros, possibilidade que a Constituição prevê, mas que só aconteceu dessa vez até hoje.

Ora é precisamente Mário Soares quem tem a capacidade de juntar na sala magna da universidade de Lisboa 2000 pessoas de esquerda e não só. É um mobilizador.

Perante este cenário António José Seguro tem um dilema – ou aproveita este 2 outsiders partidários, visando o derrube do governo, ou coloca-os fora da dinâmica partidária, para mostrar que consegue lá chegar apesar de tudo.

A estratégia de Seguro em se aproximar dos outros partidos, com reuniões personalizadas é segura, e pode vir a dar frutos … .

 

Fim

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