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Loures – Bucelas já é Capital “oficial” do Arinto Bucelas está de parabéns…

Outubro 29th, 2010 | by António Tavares

Foi registada como Capital do Arinto. Considerada marca nacional desde 19 de Agosto de 2010, pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), a freguesia conseguiu obter a categoria que tanto a autarquia local como a Confraria do Arinto de Bucelas desejavam alcançar. A Confraria do Arinto de Bucelas foi a entidade que procedeu à inscrição do registo de Bucelas, como Capital do Arinto, a 25 de Maio de 2010, junto do INPI, tendo o instituto publicado o despacho de concessão a 19 de Agosto. Este era um dos desejos da Câmara de Loures, Junta de Freguesia de Bucelas e Confraria do Arinto, em virtude das características rurais da região, que tem na actividade vinícola fortes tradições, pelos excelentes vinhos brancos que produz. Um pouco da história de um sucesso previsível A Confraria do Arinto de Bucelas foi constituída em acto público a 25 de Julho de 2008. Esta instituição tem como objectivo proteger e promover as tradições e o património da região demarcada, contribuindo para o desenvolvimento da actividade económica, cultural e turística da região de Bucelas. Foi com essa finalidade que a confraria, com o apoio da Junta de Freguesia de Bucelas, trabalhou para que a região fosse reconhecida como a Capital do Arinto, apoiando e divulgando a casta Arinto. Bucelas, região demarcada por lei desde 1911, situa-se a 25 quilómetros a norte de Lisboa, no vale do rio Trancão. As vinhas instalam-se em solos que correspondem às tradicionais “caeiras”, predominantemente derivados de margas e calcários duros. A casta que confere as características organolépticas deste famoso VQPRD branco (Vinho de Qualidade Produzido em Região Determinada) é a Arinto. A fama do vinho de Bucelas é muito antiga e pensa-se que a cultura da vinha foi introduzida pelos Romanos. Mas o início da projecção internacional de Bucelas data das Invasões Francesas, devendo-se ao particular prazer que os militares ingleses sentiam em bebê-lo. Conta-se que, tendo o rei Jorge III, ainda príncipe regente, certa enfermidade, não encontrou melhor remédio que o vinho de Bucelas, oferecido por Wellington, no regresso das campanhas de Portugal. Após a Guerra Peninsular, tornou-se habitual na corte e entre os súbditos ingleses. No tempo de Shakespeare era conhecido pelo nome de “Charneco”, e mais tarde foi também conhecido pelo nome de Lisbon Hock (vinho branco de Lisboa).

Miguel Durão

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