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Software – Um Office Gratuito

Agosto 24th, 2010 | by António Tavares

Esta coluna surge como resposta a diversas questões do dia-a-dia relacionadas com a Informática e a Internet em geral e pretende tornar o conhecimento destas matérias mais acessível aqueles que usando a Informática e a Internet como ferramenta de trabalho não são especialistas na matéria.

Neste primeiro artigo vou falar-vos da questão do Software(1) Gratuito.

A grande dúvida inicial para quem equaciona o uso de Software Gratuito é a sua qualidade. Pois bem, no software gratuito como no software pago, há bons e maus Programas. Antes de se usar qualquer programa em trabalho real convirá sempre passarmos por um período de testes. Obviamente que isto é uma regra do bom senso mas há casos nos Programas pagos em que o utilizador não tem hipótese de usar uma versão demo e assim sendo comprar no escuro nunca será uma solução acertada… No caso dos Programas gratuitos alguns há que deixam muito a desejar no suporte e isso é uma questão fundamental. Antes de usar de uma forma profissional um Programa pago ou gratuito coloque questões nos Forums de suporte e veja a velocidade e a qualidade das respostas às suas questões.

Vamos a um caso prático, que aliás tentarei sempre trazer a esta coluna, do Office. Os programas que compõem o Office da Microsoft nomeadamente o Word, o Excel ou o Powerpoint são dos mais usados em casa e no escritório. A Microsoft usou aqui uma estratégia interessante que veio a dar os seus frutos alguns anos depois, ao permitir, numa fase inicial, a cópia indiscriminada e sem controlo do seu “Office” levando a que todas as pessoas e sobretudo os mais novos começassem a usar em casa os programas do Office e mais tarde, nas empresas, o Office começasse a ser um standard.

Na verdade a maioria das pessoas não tira partido mais de 30% das potencialidades dos programas do Office, mas a marca Microsoft tem a força que tem e como diria o poeta “Nunca ninguém foi despedido por comprar Microsoft”.
A alternativa gratuita de que Vos quero falar, é o OpenOffice que, à data da escrita deste artigo vai na versão estável 3.2.1 e que pode ser descarregado (Versão Portuguesa) da internet aqui: http://pt.openoffice.org/.

O OpenOffice inclui os programas equivalentes do Office da Microsoft e mais além, como diria o Buzz Ligther. Versões para Windows, Mac e Linux.
Programas incluídos no OpenOffice: Writer, Calc, Impress, Base, Draw, Math.
Os nomes dos programas incluídos dizem tudo mas o Math por exemplo fará as delícias dos que usam fórmulas e símbolos matemáticos. Quanto ao problema da compatibilidade com os programas da Microsoft o Write, por exemplo, na gravação, dá a escolher o tipo de ficheiro a gravar e um deles é o formato Word.

Um último pormenor que relevo de muito importante é, o facto, do pacote já incluir na gravação, a exportação no formato PDF, ou seja, com o OpenOffice não precisamos de ter um programa adicional para criar os tão usados PDFs, essa funcionalidade já vem incluída no pacote gratuito.

Numa altura em que tanto se fala em controlo de custos, a alternativa OpenOffice faz todo o sentido e, o que não faz sentido é que por este País fora se continue a pagar licenças de dezenas de milhares de euros quando se tem uma alternativa funcional e gratuita. As grandes entidades têm aqui uma oportunidade de poupar largamente no orçamento e as pequenas entidades de interesse social, que lutam no dia-a-dia pela sobrevivência e para arranjar receitas para prosseguirem os seus fins, não têm qualquer desculpa para não usarem Software Gratuito.
Tendo em conta que existem alternativas para equipar um Computador totalmente com Software gratuito – Sistema Operativo (Linux) e Programas, a bem de todos nós, não deveria ser apoiada financeiramente pelo Governo Central e Autarquias qualquer instituição que se dê ao luxo de gastar centenas, senão milhares, de euros em software pago.

António Tavares

(1) Software – Programas que executam instruções previamente codificadas e gravadas num ficheiro obedecendo a uma determinada linguagem de programação.

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